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TI verde: muito discurso e pouca inovação
4/6/2008
Conceito tornou-se bordão de mercado, mas aplicação ainda é parcial.
TI verde é um termo que já virou bordão no mercado de tecnologia da informação. Fornecedores afirmam que contam com soluções "verdes"; usuários dizem que estudam ou aplicam alternativas para se enquadrar no conceito. Na sua forma completa, a TI verde é complexa e abrange práticas, processos e tecnologias embutidos na estratégia corporativa de inovação que tenha como desígnio poupar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, economizar recursos financeiros.
O que tem acontecido é que, na tentativa de se adequar ao discurso mercadológico, os fornecedores embalam produtos e soluções já existentes no tecido verde, enquanto usuários geralmente enxergam aí nada mais do que o bom e velho "redução de custos com aumento de produtividade" ditos de forma diferente, mais ecologicamente correta.
Stuart Hart, professor da Cornell University`s Johnson School of Management e autor do livro O Capitalismo na Encruzilhada (Bookman, 2006), defende que as empresas, mais do que qualquer governo ou sociedade civil, estão preparadas para liderar iniciativas em sustentabilidade. Além disso, as organizações podem lucrar ao empregar processos mais benignos ao meio ambiente, como redução de lixo ou reciclagem.
Mas o professor acredita que apenas reduzir o impacto ambiental dos modelos de negócios existentes não seria o suficiente. Para resolver a crise ambiental, Hart defende uma abordagem que proponha novos paradigmas para o ambiente empresarial mundial. No entanto, poucas empresas têm adotado uma postura mais inovadora.
A Fundação Dom Cabral (FDC), uma das principais escolas de negócios do País, iniciou uma pesquisa sobre inovação sustentável e tem constatado que as iniciativas ainda são incipientes, pelo menos no Brasil. O professor da FDC Carlos Arruda, que está conduzindo o estudo, diz que não conheceu ainda nenhum caso de estratégia empresarial orientada à sustentabilidade. "Encontramos iniciativas na parte de desenvolvimento de produtos e de melhoria de processos para atender a padrões de internacionais, como os da ISO", comenta.
Outra dificuldade está na parte legislativa. Para um fabricante reciclar um computador no Brasil, ele paga impostos duas vezes - uma quando recolhe o equipamento e outra quando vai destinar os resíduos. Os executivos reclamam que falta um dispositivo legal que, pelo menos, zere a conta.
Na prática, as principais iniciativas classificadas como TI verde são a reciclagem de produtos de informática, a substituição de metais pesados na fabricação de hardware, o uso mais eficiente de energia elétrica e a redução de emissão de carbono na atmosfera.
Por Jordana Viotto da IT Web Fonte: Reseller Web - 19/05/2008 Extraído do site: http://www.resellerweb.com.br/noticias
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